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7 Formas de ver os brasileiros, segundo estrangeiros

ohQuando viajo, uma das experiências mais interessantes para mim é observar como meu povo é visto pelo outro. Renato Russo costumava cantar “Piada no exterior”, mas nem sempre as coisas são assim. Neste texto, vou relatar alguns discursos que geraram minha curiosidade. Não vou discutir aqui se concordo ou não, mas acho interessante compartilhar um pouco do que ouvi por aí.

1 – Povo sensível e intenso- Chegando no aeroporto de Joanesburgo (África do Sul), ao ver meu passaporte, o funcionário sorriu e disse “Bom dia”. Conversamos um pouco e ele disse que morou no Rio de Janeiro por um tempo. Os olhos dele demonstravam alegria em relembrar tal tempo. Ele disse ao meu marido coisas interessantes… “Brasileiros choram”, disse ele sorrindo como se desejasse fazer o mesmo. E, por fim, disse a Joel “Se Denise diz que te ama, ela realmente sente isso”. Entendi que nossa intensidade nos sentimentos o encantava.

2 – Moças “para casar”- Conheci um estadunidense que vivia no México que era um piadista. Ele fazia todo mundo que estava ao redor dar risada. Ele contou a todos que fora casado com uma brasileira e havia passado por um divórcio. Ele disse por diversas vezes que gostaria de se casar novamente, mas dizia que tinha uma preferência por brasileiras.

Cito também os uruguaios em Montevidéu que diziam que quando fossem ao Rio provavelmente não voltariam, pois encontrariam alguém e se casariam. Enfim…

Quando Joel veio ao Brasil pela primeira vez, um amigo próximo a ele disse que ele encontraria alguém e se casaria. Era só uma piada, mas como Deus tem um grande senso de humor, desta vez as coisas foram mesmo desta forma.

3 – Brasileiros falam espanhol- Esse é um equívoco conhecido. Quando Joel diz que sou brasileira, logo perguntam se falam espanhol por aqui. A família e amigos do meu marido se preocupam em esclarecer que minha primeira língua é português a cada nova apresentação. Eles tentam de alguma forma evitar que eu me sinta ofendida… A tia dele uma vez disse “Joel disse que espanhol é completamente diferente de português”.
 Engraçado…

4 – Um jeito de falar agradável- Quando eu e Joel chegamos à Cidade do Cabo, o dono do apartamento que alugamos nos recepcionou no aeroporto e nos levou ao local. Quando soube que eu era brasileira, ele começou a disparar todas as palavras em português que ele conhecia. Ele disse a mim que amava a forma que pronunciávamos a nossa língua, mais especificamente que “O português brasileiro soava como música”.

5 – Um povo que se manifesta- Certa vez tive uma noite agradável de conversa com os amigos de Joel em Seattle. Quando falávamos sobre política, eles disseram o quanto admiravam que nosso povo fosse às ruas para dizer suas opiniões. Foi um momento de intensas manifestações pelo país e eu, inclusive, costumava e costumo participar das que considero favoráveis ao bem comum. Quando eu disse que costumava me manifestar, um deles apenas disse: “É perigoso, né?!?”.

6 – Um povo não muito bom com negócios- Esta observação em particular é uma contribuição de Joel. Muitas vezes quando saímos, meu marido notou que quando estamos prestes a fechar um negócio que provavelmente não será muito bom, somos alertados pelas pessoas mais improváveis. Uma vez estávamos em um hotel e lamentei que não tivéssemos usado o spa. A recepcionista prontamente nos informou que “O spa aqui não é muito bom”. Também houve muitos momentos em que deixamos de adquirir algo mais caro, porque fomos alertados pelo vendedor. Existem sim pessoas aqui que tentam arrancar dinheiro a todo custo, mas ainda há muitos que nos livram de ciladas.

7 – Um povo que fala com as mãos-  Mais uma contribuição do maridão… Uma das razões que fez Joel se sentir em casa é o fato de que gesticulamos intensamente durante os diálogos. Ele me disse que é uma característica pessoal dele usar as mãos enquanto fala e ir a um país em que todos fazem isso o faz sentir em casa.

Fonte: Chica Lokas

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