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“Bro-job”: … para quebrar um galho

4765520415_66b49c3922_b-1024x595“Bro-job”: quando um hétero paga boquete para outro para quebrar um galho

Trotes de faculdade e outros contatos íntimos desse tipo entre héteros não significam que sejam secretamente gays, afirma a professora Jane Ward: essa é apenas uma das diversas maneiras que homens heterossexuais encontraram para expressar sua curiosidade bissexual.

Nos EUA, os bróder criaram a expressão bro-job: quando um cara faz um boquete no outro, em geral quando os dois já estão bem bêbados, para quebrar um galho, dar fim a uma época de vacas magras. Tudo na maior amizade, firmeza, sem viadagem. Meu negócio é mina, cara.

Quando entrei na faculdade, presenciei uma vez um nada singelo ritual que os alunos de Medicina realizavam com seus bixos: três ou quatro veteranos agarravam um pobre aluno do primeiro ano e o viravam de ponta-cabeça, para que outro veterano viesse e lhe desse uma dolorosa mordida nas nádegas – ato batizado (sem qualquer originalidade) de “morde-bunda”. Outro amigo, que havia ingressado na Esalq, relatava como os trotes de sua nova faculdade incluíam cabos-de-guerra de pau: uma ponta de barbante amarrado em volta do pinto de um aluno, a outra em volta do pinto do outro, que vença o mais forte.

Atos como esse, na verdade, são as maneiras que o homem heterossexual em nossa cultura encontrou para explorar a fluidez de seus desejos sexuais. Essa é a afirmação que a professora Jane Ward, da Universidade da Califórnia em Riverside, faz em seu recém-lançado livro Not Gay: Sex Between White Straight Men (“Não-gays: Sexo entre homens brancos héteros”, em tradução livre). Nele, a autora analisa as diversas manifestações do desejo de experimentar o ato sexual com outro homem praticadas por homens heterossexuais no mundo ocidental.

Fonte: Lado Bi



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