Como a mulher pode se proteger do assédio durante o carnaval?
Se você gosta de carnaval, muito provavelmente já está se programando para curtir um bloquinho ou desfile de escola de samba nos próximos finais de semana. Vai precisar escolher uma roupa também, se decidir entre peças mais frescas para aguentar o calor ou uma fantasia mais produzida para curtir a folia. Não dá para esquecer também das dicas para evitar ser furtado durante a muvuca. Mas, se você é mulher, há também outra preocupação: como evitar o assédio?
A violência contra mulher acontece todos os dias do ano, mas a concentração de pessoas gerada pelos blocos de carnaval e desfiles de escola de samba cria um ambiente propício para o problema. Pensa bem, que mulher que você conhece que nunca vivenciou ou presenciou um caso de assédio durante o carnaval? Muito provavelmente, todas, inclusive você, já passaram por isso, mesmo que da forma mais banalizada pela sociedade.
Em entrevista ao Delas , as advogadas Ana Paula Braga e Marina Ruzzi, do escritório de advocacia especializado
em direito das mulheres e desigualdade de gênero Braga & Ruzzi, explicam que, primeiro de tudo, é importante lembrar que o assédio nunca é culpa da vítima. Desta forma, não importa a roupa que a mulher está usando, se ela está embriagada ou dançando de forma sensual. "Nada justifica o assédio. Não devemos ensinar as mulheres a se proteger, e, sim ,os homens a respeitar", afirmam em nota enviada à reportagem.
O que é possível fazer para tentar evitar a aproximação agressiva de uma pessoa é andar sempre em grupo, para que amigas e amigos possam ajudar caso algo aconteça. Algumas mulheres também têm o costume de levar um apito ou instrumentos que façam som para alertar as pessoas em volta de que algo errado está acontecendo.
As advogadas também recomendam, caso um homem chegue de forma invasiva, a mulher deixar claro que não está gostando e pedir para que ele pare. "Em último caso, é importante lembrar que os foliões têm sempre amparo policial e das guardas municipais, de modo que se algum homem estiver agindo de maneira muito insistente, é possível procurar auxílio dessas autoridades."
Fui assediada, o que fazer?
Caso a mulher seja vítima de algum assédio ou qualquer tipo de violência, ela pode procurar algum policial ou segurança para relatar o caso e pedir ajuda. Ana Paula e Marina explicam que, se for possível identificar o agressor, a mulher pode também ir a uma delegacia de polícia registrar um boletim de ocorrência, pedindo expressamente para que seja aberta uma investigação para apurar os fatos e punir o agressor.
A SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) afirma em nota que conta com 133 Delegacias de Defesa da Mulher, sendo nove delas localizadas na capital. A denúncia, entretanto, também pode ser feita em uma delegacia comum, mas se for possível encontrar uma especializada, é melhor. Leia Mais…
Fonte: Delas IG
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